VOZ DA IGREJA
Bispo
australiano,
MONS.
HENRY KENNEDY:
«esteve
pela
mudança nos seus fiéis!»
No início de Maio (1993), esteve em Medjugorje,
com um grupo de vinte peregrinos, o Bispo australiano, Mons. Henry
Kennedy. Entre outras coisas, o Bispo, fez a seguinte declaração sobre
Medjugorje:
"Creio profundamente no que acontece aqui
D. Henry kennedy afirma sentir-se feliz e
surpreendido pelo grande número de fiéis que viu aqui. «Tendo em
vista as notícias relativas à guerra no decorrer do tempo, não
esperava encontrar centenas de peregrinos e um grande número de padres».
Disse também não ter tido medo de estar aqui, porque crê
profundamente na presença de Nossa Senhora.
Quanto às mensagens, o Bispo sublinha a importância dos apelos
à conversão, à oração e ao jejum.
«Muitos dos que vão a Medjugorje, não raramente, estão cheios
de preconceitos. Mas, logo que chegam ao local das Aparições, tomam
uma atitude diferente e, satisfeitos, voltam às suas casas dispostos a
mudar de vida». Da Austrália deslocaram-se a Medjugorje cerca de 4.000
peregrinos, e aumentarão notavelmente quando a guerra acabar. D.
Kennedy manifestou o desejo de se deslocar a Medjugorje regularmente!
ECO 104 de Julho de 1993
BISPO DE SPLIT – CROÁCIA,
Mons.
FRANE Franic:
«Uma experiência pessoal milagrosa, deu-me
a certeza da autenticidade de Medjugorje!».
O
Arcebispo emérito de Split, Monsenhor Frane Franic, é, presentemente,
não só um dos bispos mais respeitados na Croácia, como um dos que
mais crédito usufruiu no seio da própria Igreja. Este bispo, bom, sábio
e leal, sempre soube opor-se, com prudência, ao ateísmo marxista. Ele
mesmo previu o fim do comunismo, muito antes que alguns dos maiores
especialistas e observadores locais e internacionais o pudessem
imaginar! É reconhecida também a sua plena adesão à Mensagem de
Medjugorje, como facilmente se depreenderá através da entrevista
efectuada por Stipe Pudja,
Pergunta:
Senhor Bispo: O que significa, para si, o fenómeno de Medjugorje
e como o vive pessoalmente?
Resposta:
O fenómeno de Medjugorje, vejo-o e vivo-o como uma continuação das
aparições de Lourdes e de Fátima. As mensagens de Maria convidam a
sociedade de hoje (como no passado recente) à verdadeira conversão,
incitando-nos ao amor por Deus e pelo próximo, através da oração, da
penitência e da recíproca reconciliação entre as pessoas, entre os
povos, entre as religiões, entre as culturas, centrada no perdão
quotidiano e no amor fraternal. E
isto não é outra coisa senão a repetição da advertência que Cristo
faz a todos e cada um de nós: «Se não vos arrependerdes,
perecereis todos da mesma maneira!».
P:
O seu parecer, relativamente às mensagens de Medjugorje, coincide
com o de muitíssimos peregrinos, quando afirmam que, lá,
experimentaram uma mudança difícil de descrever por palavras?
R:
Eu, pessoalmente, recebi, em Medjugorje, um convite interior profundo.
Entendi, então, que também eu deveria converter-me.
A mesma coisa, naturalmente, o sentiram muitíssimos peregrinos,
vindos de todo o mundo até àquele lugar sagrado. A nossa convicção
é de que Deus está presente em
todos os lugares, com a sua Misericórdia, e que, no que diz respeito às
Suas graças, Ele não as vincula exclusivamente a um local!
Todos
sabemos que, desde os princípios da Igreja, existem lugares onde Deus
distribuiu mais graças de curas espirituais e corporais do que noutros.
Deste facto me dei conta, igualmente, verificando os frutos de
muitas curas ocorridas em Medjugorje, e que continuam a verificar-se.
Além do mais, eu próprio tive uma experiência particular, para
mim milagrosa, que me convenceu quanto à autenticidade e importância
das mensagens da Virgem.
MONS.
FRANIC:
«Nova
Evangelização, segundo
A
Mensagem de Medjugorje»
Reconhecer
o que existe de positivo nas outras religiões -- entrar nas culturas
apenas para evangelizar através da caridade recíproca.
Pergunta:
As
mensagens de
Medjugorje são profundamente religiosas e estão intimamente
relacionadas com o Evangelho: falam de conversão, de penitência,
de oração e convidam à paz. Neste sentido, como interpreta você as
Mensagens de Medjugorje?
Resposta:
Estas
mensagens de valor universal são um estímulo para a nova evangelização
da Europa e do mundo. Elas requerem, particularmente, um respeito mútuo
e o amor entre os povos, entre as religiões, as culturas e os sistemas
políticos, através de uma recíproca colaboração entre as religiões
e os povos.
P.:
Partindo
deste ponto de vista,
quer dizer-nos algo mais sobre a espiritualidade de Medjugorje?
R.:
No
passado, a evangelização era dirigida especialmente a combater os
erros das religiões e das culturas adversárias, salientavam-se as
diferenças para, mais facilmente, poder vencê-las. Hoje, pelo contrário,
a Nova Evangelização respeita os valores positivos de cada religião e
de cada cultura, mesmo os das religiões politeístas com os seus
mitos, ou os dos modernos ateísmos.
Porém, esta Nova Evangelização pode apresentar igualmente
perigos para os nossos fiéis, se eles não estiverem
suficientemente instruídos na sua própria fé.
Por
este motivo, alguns opuseram-se ao Concílio Vaticano II (que foi o
primeiro a implantar esta nova forma de evangelização), condenando
duramente os que haviam posto em prática o amor às gentes de outras
religiões e aos próprios ateus: amor que obrigava a amá-los,
a todos, como a si mesmos, de qualquer maneira sem se identificarem com
a sua fé ou a sua ideologia.
Até
João Paulo II foi criticado quando jejuou e foi em peregrinação, a
Assis, aquando do encontro com ortodoxos, protestantes, budistas ou
shintoístas... Isto quer dizer, apenas, «culturizar-se» nas religiões
e culturas, para poder conhecer, de forma amigável, o Evangelho de
Jesus Cristo, deixando a Deus a tarefa de fazer o resto.
Tal penetração na cultura e na fé dos demais, requer, de
qualquer maneira, uma maior instrução religiosa e uma maior santidade
pessoal. Este é o
caminho em que se move a Nova Evangelização -, e nisto assenta também
a mensagem de Medjugorje: reconciliação, perdão e amor para com
todos, de modo que cada religião e cada cultura possam ser melhor
evangelizadas.
P.:
Quem pode levar por diante esta Evangelização?
R.:
Não
o pode realizar somente o clero, como sucedia no passado, mas, sim,
todos os baptizados que tenham sido chamados por Deus para esta obra.
A acção dos leigos não se pode definir já, pois, como um mero
apoio ao apostolado hierárquico, mas, sim, como uma cooperação na
redenção cristã do mundo. Este é o ensinamento do Concílio, que
pressupõe, de todos os modos, a obediência ao Papa, aos bispos e aos
sacerdotes, que não podem negar aos fiéis a participação no triplo
munus.- profético, sacerdotal e real- As mensagens de Medjugorje
promovem o moderno apostolado dos leigos, porque
temos de ter em conta que estão divulgados por meio deles, e que a
Virgem as dá a todos os homens, não só aos religiosos. (... )
P.:
Dispomos
de uma abundante
literatura de eminentes filósofos, teólogos e médicos
que se expressam positivamente sobre os fenómenos de Medjugorje,
R.:
Precisamente!...
A última declaração dos nossos bispos, em Zara (10.4.91), é muito
pesada se, explicitamente, recusa o carácter sobrenatural das aparições.
Desta declaração são responsáveis os nossos bispos e não os seus
peritos, pelo menos num primeiro plano.
No entanto, nas suas declarações, vê-se que não foi dita
ainda a última palavra sobre os acontecimentos de Medjugorje.
P.:
Estas
atitudes, de
certa maneira, desmotivaram os nossos fiéis e as peregrinações
em massa a Medjugorje...
R.:
Eu
estou convencido de que, se os nossos bispos tivessem aceite Medjugorje,
o povo teria acorrido em massa e se teria convertido.
E a Virgem relaciona a conversão com a paz... Penso que os
nossos bispos foram demasiado atrás dos nossos professores de teologia
das diversas faculdades, e das comissões que na maior parte eram
compostas por esses mesmos professores.
A teologia tem que ser racional, mas não
exclusivamente isso!
Na
Igreja, têm existido sempre revelações privadas e místicas, e sempre
existirão, como o segundo elemento vital ao lado da teologia racional.
Porém, parece que o Espírito Santo não entrou nos nossos programas
pastorais! Razão pela qual
os nossos bispos nunca confirmaram publicamente, nem em comum, entre
eles, subscreveram e recomendaram os movimentos para estes tempos de
renovação da Igreja, como por exemplo: A Obra de Maria (Focolarinos),
o Movimento Catecumenal e os diversos movimentos carismáticos; e nem
sequer os movimentos da nossa casa, tipo Branimir (defensores da paz),
Cruzados, etc... Por isso, a maior parte dos párocos não tem a coragem
de introduzir estes movimentos nos seus planos pastorais —quanto mais
promoverem peregrinações a Medjugorje!
Todos
sabem que eu nunca concordei com a atitude do bispado ordinário de
Mostar: sou e permaneço com opinião contrária. (... )
(extraído
de Gias Mira, tradução de don Carietti, Trieste, Itália)
ECO 109 de Jan/Fev de 1994
MONS.
LEONARDO,
BISPO
DE NAMUR – BÉLGICA,
DIZ
DE MEDJUGORJE:
«Fui, vi e acreditei»
Por
ocasião da visita de lvan a Beauraing (Bélgica), onde Nossa Senhora
apareceu 33 vezes a 5 jovens, em 1932, o Bispo Leonardo, de Namur,
perante uma grandiosa multidão fez uma esplêndida e eloquente homília,
da qual seguem alguns pontos principais:
«
... Quais são as igrejas mais belas aos olhos do Senhor?
As que estão cheias e parece que rebentam!
Ele ama-as, porque as igrejas cheias são para o Senhor como que
uma profecia do que será o cumprimento de todas as coisas quando o Reino
de Deus for tudo em todos!
Esta
visão do Reino foi-nos proposta na 1ª leitura de hoje, Ap.22,9 (Festa
de S. Bartolomeu, (25.8.49): O Reino dos Céus é um dom de Deus que vem
do Alto. A cidade celestial
acolhe a cidade terrestre e se une à história do nosso mundo.
O Anjo fala desta cidade como de uma noiva que Ele ama e que será
Sua Esposa, para sempre. Quando nós, todos juntos, formarmos este
Reino, seremos esta Esposa.
Eis
aqui por que toda a Igreja e todo o Reino estão resumidos e figurados
numa mulher, a Virgem Santíssima.
Como diz o Concílio Vaticano II: Quando olhamos para
Maria vemos antecipadamente como será a humanidade, como
será a Igreja quando vier o Reino de Deus.
Cada aparição mariana é como um anúncio da Cidade Santa;
a Noiva, a Esposa que baixa do Céu de Deus. Quando Nossa
Senhora nos aparece não será a prefiguração, o sinal, a
antecipação da Cidade Santa que desce do Céu?
O
Evangelho de hoje tem uma linguagem semelhante.
Vós compreendestes o cepticismo de Nathanael: De Nazaré
poderá vir algo de bom? (Jo 7,46).
Reconheçamos que, cada vez que Maria Se revela ao mundo,
como também onde as aparições são reconhecidas, se difundiu de
seguida o cepticismo.
Sempre
que Nossa Senhora aparece, logo surgem dúvidas e cepticismo! Como?
Se Maria aparece à pequena Bernardete Soubirou, que vive com os
seus pais em Lourdes? Se Maria aparece aos três pastorinhos em Fátima?
Se Maria aparece em Beauraing, num pequeno lugar da Bélgica?
Eis como começa o cepticismo e a dúvida.
A boa atitude é a de Nathanael quando Filipe lhe diz: Vem
e verás! Ele vai e
acredita. Para que os sinais que Deus nos manda sejam reconhecidos é
necessário ir e ver.
Sobre
as aparições de Medjugorje não chegou todavia o reconhecimento
oficial da Igreja. Esperamos
com confiança e na oração. Pessoalmente fui a Medjugorje em 1984.
Fui e regressei convencido. Nathanael está perturbado pelo que
viu e pelo que compreendeu e proclama uma das mais belas profissões de
fé do Novo Testamento: Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei
de Israel! (Jo,49j. Eis
o passo dado do cepticismo à fé, porque foi e, portanto, permitiu a
Jesus que lhe tocasse o coração. Jesus
disse-lhe: Verás coisas maiores do que estas... Vereis o céu aberto e
os Anjos de Deus subir e baixar sobre o Filho do Homem (Jo 7,50-57):
Podemos aplicar estas palavras às aparições que hoje acontecem no
mundo.
Pode
parecer estranho que Maria
apareça e fale demasiado ? Estou muito impressionado com a
insistência com a qual Maria vem falar-nos neste tempo.
Quantas aparições de Maria neste século!
Rue du Bac em Paris, Pontmain, Lourdes,
Certamente
notastes o empenho do nosso Papa na sua missão de peregrino universal.
Verificastes com que força, com que insistência atrai a nossa
atenção para os difíceis problemas do mundo de hoje? Sobre a paz,
sobre a conversão dos corações, sobre a crise e a importância da Família?
Ele intervém com esta insistência porque está convencido de
que os anos que vivemos são decisivos para a história da humanidade.
Pessoalmente eu explico deste modo a insistência de Maria ao
falar-nos e chamar-nos à conversão.
Os
frutos de Medjugorje
são frutos benditos. Sou testemunha destes frutos através de confidências
e testemunhos que frequentemente recebo: conversões,
redescobrimento da oração, amor pela paz, regresso aos Sacramentos, à
Eucaristia, regresso à Penitência e ao jejum... Pela paz
do mundo, pela paz nas famílias e pela paz nos nossos corações, quero
convidar-vos a acolher na vossa vida
— e na minha — estes urgentes convites de Nossa Senhora,
especialmente à oração e ao jejum.
O próprio Jesus disse que há demónios que não se podem
expulsar senão por meio do jejum e da oração (Mt. 17-21).
Fazendo-me
simples repetidor do que Nossa Senhora disse em todas as partes,
convido-vos à conversão do coração através da oração e do jejum
... »
Relativamente
a isto, o Bispo convidou as famílias a criarem, na sua própria casa,
um lugar reservado para a oração pessoal e familiar e a fazerem com
que todas as igrejas se abram, fecundando-as com a Adoração, o Rosário
e a oração (sendo ao mesmo tempo o melhor meio para as proteger do
vandalismo). Em relação ao
jejum, ele ficou muito impressionado com a família que o hospedou em
Medjugorje que o convidava, à Sexta-feira, a partilhar com eles o pão
e a água: e assim agora também, ele encontra um dia por semana para
jejuar.
«
... Se
Jesus e Maria nos falam — conclui o Bispo de Namur — não é para
nos assustar mas sim para nos chamar com insistência à conversão.
Tudo o que fizerdes para crescer e, no jejum, para abrir o vosso
coração, para oferecerdes o vosso corpo ao amor de Jesus, será uma
benção para toda a humanidade. Isto
será um passo em frente, para a paz do coração, que leva à paz do
mundo. Amen»
ECO
115 de Novembro de 1994
MONS. CRISTIAN WERNER,
Bispo de Viena.
«Aqui respira-se
a paz e a conversão»
Depois
da sua recente visita aos militares austríacos na Bósnia-Erze-govina,
Mons. Christian Werner, bispo auxiliar de Viena, esteve também
Depois
da visita, Mons. Werner, solicitado por um jornalista de «Oase des
Friedens», manifestou as suas impressões: «O dia em que visitei
Medjugorje foi um dia muito tranquilo. Mas o meu encontro com os
pequenos grupos foi muito intenso. É interessante notar que os
militares que estavam comigo não compravam postais, mas terços. Eu
vivi o silêncio de Medjugorje. Sentamo-nos fora da Igreja que domina a
praça, permanecendo simplesmente no silêncio e na paz. Ainda que só
algumas horas ficando, sentimos que naquele lugar resplandece algo
verdadeiramente particular.
Quer
para mim, ou para os militares, foi verdadeiramente magnífico. Depois
da oração fomos para um pequeno restaurante onde encontrámos gente
muito cordial. Falavam diversas línguas e de seguida se dirigiram a nós.
Contaram aos militares quantas conversões aconteceram naquele lugar.
Pode haver opiniões diversas sobre as aparições, mas o importante é
o facto que aqui se confessam milhares de pessoas, e vão ao monte rezar.
E ainda uma outra coisa: aqui vêm muitíssimos jovens. Continuamente,
tenho visto passar franciscanos com novos grupos de jovens.
O
que temos vivido faz imaginar o que sucede aqui durante as grandes
festividades. Isto é verdadeiramente
um lugar de grande graça e de vida...
(«Oase des Friedes», Viena, Julho de
1996).
MONS.
FRANIC', CORAJOSO
DEFENSOR
DE MEDJUGORJE — TESTEMUNHO:
No
passado mês de Dezembro, o Arcebispo emérito de Split, Mons. Frane
Franic', celebrou os 60 anos de sacerdote na Catedral de Split
repleta de fiéis. Presentes
o Cardeal Kuarlc', Bispos e Autoridades da Croácia.
Muitos oradores falaram da vida e da obra deste valioso
testemunho de fé nos dias das pressões e perseguições mais fortes
dos comunistas. Entre
outros, o vice-presidente do Governo, Jure Radic', o Dr. Fr.
Ljudevic Rupcic', e don Dante, sublinharam «os méritos
particulares de Mons. Franic', testemunho corajoso que reconheceu os
acontecimentos de Medjugorje como um sinal de Deus, e lhe deu sempre
protecção. Por isto foi também atacado, mas, como sempre, seguiu a
voz da própria consciência e da própria convicção: assim ajudou
muitos a aceitar aqueles eventos».
O
próprio Arcebispo, agradecendo, deu ainda um forte testemunho da sua fé
na Rainha da Paz que, também a ele, lhe abriu caminho através da
conversão. E afirmou: «Também eu aprendi a rezar em Medjugorje e lá
pude compreender e a desenvolver a teologia mística... Cada
sacerdote deve rezar pelo menos 3 horas por dia, cada bispo 4 horas e os
bispos eméritos 5! Reconheço a autenticidade das mensagens da Virgem
de Medjugorje». Foi muito
aplaudido.
ECO
132 de Março de 1997
MONS. FRANIC':
UMA
PROPOSTA DE
BISPO
EMÉRITO DE SPLIT
Os
acontecimentos de Medjugorje entraram, por todos os poros, na vida da
Igreja. Um homem que ao princípio era contrário e que depois de ter
visitado o local se convenceu e tornou-se num ardente sustentador
das aparições, é o Arcebispo emérito de Split, Frane Franic'.
Pelos
seus méritos, em 19 de Abril de 1997, foi dado a Mons. Franic' um prémio
Os
Bispos croatas ainda não
responderam publicamente à dita proposta. Claro que isto seria um
grande acontecimento, e não só para a Igreja croata.
O
ARCEBISPO FRANIC'...
...apresentando
em Split a monografia fotográfica sobre Medjugorje a um público
distinto e a muitos fiéis, declarou: «As aparições de Nossa
Senhora devem ser consideradas como uma ulterior intervenção de Deus
na história da humanidade, que poderá ser compreendida só depois de
muito tempo. Eu ouvi pessoalmente a voz de Nossa Senhora, mas não A
vi.
Nos frutos de Medjugorje, isto é, a oração, o jejum e o
amor fraterno, vejo os sinais de uma preparação para o encontro com
Deus. Com a declaração de 1991, os nossos Bispos confirmaram
que Medjugorje é um lugar de peregrinação e de oração e tal
tornou-se uma realidade para os fiéis de todo o mundo».
ECO
134 de Julho de 1997
DELEGAÇÃO
DO VATICANO
COM
DOIS BISPOS EM MEDJUGORJE
O
Papa João Paulo II, na sua viagem a Sarajevo, foi acompanhado por onze
altos funcionários acreditados junto da Santa Sé, jornalistas do
Vaticano, representantes da
Secretaria de Estado e dois Bispos. Esta delegação, composta por uma
trintena de pessoas, fez-se conduzir, em visita, ao Santuário da Rainha
da Paz. Mons. Moged Elhachem celebrou a Missa e na sua homilia
disse que tinham ido a Sarajevo para estimular o Santo Padre e para
darem, com as suas orações, um modesto contributo para a paz na Bósnia
e Herzegovina, e a outros territórios.
Depois
da Santa Missa, o Pe. Ivan Bradvica conduziu-os à colina das aparições.
Aqui, todos juntos, rezaram e falaram dos acontecimentos na Paróquia de
Medjugorje. No momento da partida o Bispo Elhachem disse que fora
rezar pela paz no seu país atormentado, o Líbano.
O
Bispo Franco Hillary, de New York,
disse que aquela era a sua segunda visita a Medjugorje, e que vem sempre
com muito prazer, porque sente a presença de Nossa Senhora na sua
pessoa e nas suas obras. O Embaixador croata junto da Santa Sé, Ivo
Livljanic', chefe da delegação, declarou que nestes tempos é já
um grande milagre a presença de tantas pessoas em Medjugorje para
rezar. Acrescentou também que os Embaixadores foram os principais
partidários e promotores daquela viagem a Medjugorje.
O
PAPA:
«Eu
acredito»
Há cerca de um ano, o Arcebispo de Chiavari, Mons.
Cavallero, falando com o Papa disse-lhe que tinha ido a
Medjugorje e o Papa perguntou-lhe: «Medjugorje! você acredita?» O
Arcebispo respondeu-lhe: «Oh sim, acredito!» E prosseguindo, perguntou
ao Papa: «E Sua Santidade acredita?» Depois de um momento de silêncio,
o Papa articulou bem estas palavras em italiano: «Acredito,
acredito, acredito». Isto foi confiado pelo Arcebispo de Chiavari a
Mons. Rizzi, ex-núncio na Bulgária, o qual disse à vidente Marija
Pavlovic', durante o Congresso Eucarístico de Bolonha.
ECO 134 de
Julho de 1997
MONS. JOÃO EVANGELISTA MARTINS TERRA,
BISPO AUXILIAR DE BRASILIA,
Nos
princípios de Novembro, o Bispo auxiliar de Brasília, Mons. João
Evangelista Martins Terra, visitou o Santuário da Rainha da Paz.
Durante a sua permanência aceitou com prazer partilhar as suas impressões
e experiências.
Eis
uma síntese da entrevista:
Falando
das seitas em crescimento no Brasil, D. João disse: «Nestes últimos
anos começaram a surgir diversas seitas. São seitas não definidas,
com uma acentuada discriminação. Não há diferença entre elas, só
os guias são diferentes. Eu penso que este fenómeno não é importante
e é passageiro. Em oposição a estas seitas temos um excelente
movimento carismático que se chama Renovação no Espírito» --
Renovamento Carismático --. Vim a este lugar com 45 membros deste
movimento... Depois de termos passado pela Terra Santa onde rezamos
muito, viemos a Medjugorje. Aqui percebe-se uma devoção especial à
Santíssima Virgem. Nós, brasileiros, somos grandes veneradores da Mãe
de Cristo...»
P:
É a primeira vez que vem a Medjugorje?
R:
Sim, estou aqui pela primeira vez e inesperadamente, para mim é um
pequeno milagre estar aqui. Eu sou professor da Sagrada Escritura
e agora deveria estar a dar conferências no Brasil, mas algumas
circunstâncias inexplicáveis me conduziram aqui. Para mim e para todo
o grupo foi, em certo sentido, uma peregrinação milagrosa, uma ocasião
para podermos rezar incansavelmente.
P:
Quais sãos as suas impressões, como crente, como bispo, e pastor da
Igreja?
R:
Visitei várias vezes Lourdes e Fátima. Vi que nestes lugares já tudo
se completou, enquanto que aqui, como estão
ainda presentes os videntes, sente-se uma forte presença da
Virgem. Percebe-se que neste lugar e à sua volta se vive para a Virgem.
Não é verdade? Toda a aldeia vive para Nossa Senhora. Surpreende-me
este lugar, não tão grande como Fátima, que se tornou numa cidade
grande, mas aqui não é assim, mantém-se a simplicidade à volta da
igreja. Ontem almocei com os frades de Medjugorje e me fascinaram com a
sua simplicidade, assim como, também durante a oração e as confissões.
Tive a sensação de estar nas primeiras igrejas de Jerusalém.
Eu
vivi e trabalhei em Jerusalém dois anos, como arqueólogo e professor
da Sagrada Escritura. Trabalhei no deserto da Síria como capelão de
uma tribo de Levitas. Penso que tudo esse trabalho me preparou de modo
que agora, eu possa sentir
aqui a grande graça e bênção da Santíssima Virgem.
P:
Como Bispo, pastor da Igreja, tem conhecimento de que o bispo local não
aprova estes acontecimentos? Esta posição magoa-o?
R:
Não, porque há também outros bispos que pensam doutra maneira. Posso
citar o Arcebispo de Pescara, um meu amigo, juntamo-nos todos os anos
nos exercícios espirituais
P:
O Cardeal Ratzinger disse-lhe isso assim?
R:
Sim.
P:
Referia-se a Medjugorje?
R:
Naturalmente. A respeito de Medjugorje e do Pe. Gobbi, ambos os
movimentos.
...
P: Finalmente, que nos dirá a nós, habitantes deste lugar, que
diariamente vivemos e trabalhamos com peregrinos? Qual a sua mensagem
para todos os paroquianos de Medjugorje?
R:
Habitualmente se diz que ninguém é profeta na sua terra. Muita gente
vem aqui para rezar, mas eu pergunto-me se também as pessoas daqui se
comportam e vivem da mesma maneira. Volto a perguntar-me se acaso os
jovens de Medjugorje estão conscientes da enorme quantidade de graças
aqui presentes, se podem
assumir toda esta responsabilidade e testemunhar a fé que receberam de
Deus. A responsabilidade não cabe só aos sacerdotes, mas também
a todos os paroquianos que se consagraram a Nossa Senhora. Isto deveriam
tê-lo sempre presente os habitantes de Medjugorje...
ECO 136A de Dezembro de 1997
CARDEAL CHRISTOPH
SCHÖNBOM,
ARCEBISPO DE
VIENE DE ÁUSTRIA
O
Arcebispo de Viena-Áustria, Mons. Christoph Schönbom, foi elevado a Cardeal por João
Paulo II no dia 21 de Fevereiro. Em 26 de Setembro passado, ele permitiu
ao Pe. Jozo falar de Medjugorje na Sua Catedral. Da conversação tida
com ele no Arcebispado, o Pe. Jozo contou-nos algumas passagens: «Ele
está muito bem inteirado sobre o significado de Medjugorje, assim como
sobre os movimentos que daí vêm. Eu fiz-lhe presente as nossas
dificuldades, mas sobretudo os frutos que provêm da Mãe de Deus, das
Suas Aparições e das Mensagens que Ela no dá em Medjugorje há mais
de dezasseis anos. O Cardeal Schönbom falou-me do Cardeal Ratzinger,
dizendo-me que ele reconhece a importância dos frutos de Medjugorje. Além
disso sublinhou que quase todos os candidatos que se encontram no seu
seminário foram chamados ao sacerdócio através de Medjugorje. Eu
convidei-o a vir a Medjugorje e ele respondeu-me que seria bom que um
dia isso aconteça. Enfim, me encorajou a trabalhar ao serviço da Santíssima
Virgem».
ECO
138 de Março de 1998
UM
ARCEBISPO BRASILEIRO:
«MEDJUGORJE
É DOM E GRAÇA»
O
Arcebispo de Maringa-Brasil, Murillo Krieger, chegado
aqui há anos juntamente com
uma trintena de sacerdotes da sua primeira Diocese para um retiro,
regressou de novo a Medjugorje e permaneceu de
Nossa
Senhora aproxima-Se de nós e pede-nos: «fazei tudo o que Ele vos
disser». Se os nossos corações estivessem prontos e abertos para
seguir o caminho de Cristo, então tudo o que o Senhor queria fazer
através de Medju-gorje seguramente que se cumpriria. É porventura difícil
dar o nosso coração a Jesus Cristo?
Medjugorje
é uma grande responsabilidade: isto o compreendi logo desde o primeiro
momento em que pus os pés no solo de Medjugorje... Olhando
e escutando os videntes cheguei à conclusão que eles necessitam da
nossa oração para poderem permanecer fiéis à própria missão. Desde
aquele momento decidi dedicar-lhes o primeiro terço do Rosário do meu
dia. Este é o meu pequeno dom: deste modo ofereço-lhes suporte e ajuda».
D.
SILVÉRIO JARBAS PAULO
BISPO
BRASILEIRO:
D.
Silvério Jarbas Paulo, bispo emérito da Diocese de Feira, permaneceu
uma semana em Medjugorje: «A impressão mais forte para mim foi a de
constatar a simplicidade na oração e a força da fé sem fantasias de
quantos encontrei. Vi muitos jovens. Os Santuários marianos têm uma
função fundamental na vida da Igreja».
O
BISPO TOMASIN DISSE:
«DEPOIS
DA VISITA A MEDJUGOJE
SENTI-ME
PROFUNDAMENTE RENOVADO»
O
Bispo de Kinshasa, que visitou Medjugorje, quis falar das suas experiências
passadas. A primeira vez foi animado por um amigo, em 1984. «Fiquei
comovido – disse, entre outras coisas – pelo facto de que muito
antes da oração vespertina, ainda com a igreja pouco iluminada, já
esta se enchia sobretudo por jovens... Depois, tocou-me a profunda devoção,
que nada tem em comum com fanatismo, as confissões, a oração nas
montanhas... Entrei na igreja e quase todo o dia permaneci
De
regresso a casa senti-me profundamente renovado. Entendi melhor Maria e
que graças a Ela, a Igreja se renova... Voltei de novo... com profunda
convicção de que ali acontecem muitas coisas que não se podem
explicar, nem na filosofia, nem na psicologia. Descobri a autenticidade
da fé e os seus frutos. Ninguém pode pôr em dúvida os frutos de
Medjugorje.
A
presença de Deus e a Sua Misericórdia são evidentes e, aos olhos da
Igreja, a sua graça chega por meio da misericórdia da Mãe. Mãe dos
pecadores, que permaneceu ao pé da Cruz. Para mim esta autenticidade é
inegável. Pelo que respeita às aparições, para além das conversões
e dos bons frutos da fé, deve haver algo mais e por isso há que
esperar».
ECO
142A de Dezembro de 1998
SEIS BISPOS
REGRESSAM
DE MEDJUGORJE
CONVENCIDOS
Todos
deixaram longas e importantes entrevistas (cf. Eco 142 e 142A).
Resta-nos reportar as seguintes, de três bispos, que dada sua importância,
lhe demos o título de «testemunhos de ouro»:
-BISPO
AMERICANO:
Como
tínhamos anunciado no Boletim anterior, o Bispo auxiliar de Portland,
do estado federal americano do Oregon e pároco de St. Mary’s
Corvallis, Mons. Kenneth
Steiner, visitou de modo privado Medjugorje pela primeira vez
e permaneceu desde o dia
«O
povo está ansioso por descobrir uma dimensão espiritual nas suas próprias
vidas, que está sendo assassinada pela televisão, pelo secularismo e
pelo materialismo. Muitas pessoas perderam verdadeiramente esta dimensão.
Com a vinda a Medjugorje, os
peregrinos descobrem esta dimensão espiritual que tanto anseiam e,
regressando a casa, ajudam os outros a tomarem a verdadeira consciência.
É realmente um milagre o que as pessoas aqui vivem e levam consigo,
para as suas famílias e comunidades paroquiais. Muitos não podem vir a
este lugar por diversas razões, e precisam de testemunhos que os ajudarão
a descobrir a paz interior e encontrar Deus. Muitas pessoas, só quando
regressam a casa tomam consciência de tudo o que Deus lhes deu
aqui. Isto mesmo também eu posso dizer de mim próprio. Também
eu adquiri uma maior consciência da presença de Deus nos Sacramentos,
na Igreja, na Sagrada Escritura e nos homens em geral.
Em
Medjugorje recebi uma nova motivação espiritual. Talvez alguém possa
pensar que nós bispos e sacerdotes não necessitamos desta
renovação, mas não é verdade. Também para nós esta renovação é
indispensável. Tenho encontrado muitos sacerdotes que
vieram a Medjugorje e aqui compreenderam melhor o verdadeiro
significado da vocação. Isto é o que eu repetirei continuamente a mim
próprio. Direi também a todos que Medjugorje é um lugar onde podem
vir para se renovarem na fé.
Aqui encontrei muita gente com uma fé profunda, que reza com muito
fervor. Compreendi que as pessoas, apesar dos grandes sofrimentos,
permanecem fiéis a Deus.
Aqui
redescobri Deus, e isto é uma prova da presença da Santíssima Virgem
neste lugar. É esta precisamente a Sua tarefa. As pessoas vêm aqui
para se aproximarem de Maria,
mas encontram Deus. Este é
o desejo de Maria, porque Ela não quer nada para Si, mas faz tudo para
que os homens conheçam melhor o Seu Filho Jesus. Ela quer difundir a
paz de Deus no meio dos homens, no meio dos Seus filhos.
Eu
convido todas as pessoas a virem aqui para que, ao regressarem a casa,
se tornem um exemplo para os outros. Que possam ser instrumentos de paz,
de oração e de conversão. Cada um dos que vêm a este lugar já
anteriormente tinham encontrado outra pessoa que lhe deu um testemunho a
favor de Medjugorje e lhe mostrou como a sua vida mudou para melhor.
Nós
devemos ser testemunhas e evangelizar os outros. Esta é a nossa missão:
levar os outros à Boa Nova de Deus que salva. Devemos levar Jesus e
Nossa Senhora a este mundo e ajudar os homens a compreenderem que a vida
em Deus é necessária para todos. Devemos ser testemunhas para os que
Deus colocou na nossa vida. Eu rezo por todos vós. Deus vos abençoe».
O CARDEAL
SCHONBOM:
«ONDE ESTÁ
MARIA
A IGREJA
RENOVA-SE»
Numa
entrevista em Lourdes, o Arcebispo de Viena de Áustria afirmou:
«Nos Santuários marianos experimenta-se o que torna a Igreja viva.
Neles sentem-se que Deus está próximo e não de modo abstracto, mas
concreta e real, graças a Maria que representa, como ninguém, a
proximidade do Céu à Terra».
Interrogado
sobre Medjugorje, que está muito presente na Áustria, disse: «Ainda não
fui a Medjugorje, mas em certo sentido já estive lá muitas vezes, graças
aos que lá estiveram e neles vejo muitos frutos. Mentiria se dissesse o
contrário. Estes frutos são muito evidentes e concretos. Na nossa
Diocese e em muitos outros lugares assisto à graça da conversão, da
vida sobrenatural na fé, a graça da alegria, da vocação, da salvação,
do redescobrimento dos Sacramentos, da confissão, tudo isto não é um
engano. Posso, portanto, dizer que o meu critério, como bispo, são os
frutos e se se deve julgar a árvore pelos frutos, trata-se
verdadeiramente de uma árvore boa».
À
observação de que dos acontecimentos de Medjugorje surgiram várias
comunidades, entre elas a Kraljice Mira e Lamm, na Áustria,
perguntou-se-lhe se tudo isto pode conduzir a novas perspectivas para o
futuro da Igreja. «Certamente. – respondeu – creio que Maria actua
desde o início em silêncio, mas de maneira
muito eficaz. O homem presta menos atenção às «praças», raramente
é tocado nas discussões, mesmo que o diálogo tenha o seu lugar. Mas
isto não basta,
nem para a vida pessoal, nem para a comunidade.
E
em Maria a Igreja é sempre pessoal, dado que não é uma grande
Instituição, nem um grande sistema teológico, mas é perceptível,
compreensível só na Sua maternidade, na Sua virgindade, na Sua beleza
e na Sua infinita gentileza. É sobretudo nos lugares marianos onde cada
um se dá conta que a Igreja não é, antes de tudo, uma instituição,
como a definem negativamente, mas ela é a esposa de Cristo, pela qual
Cristo deu a vida: é maravilhosa e é a mãe de todos os homens. Tudo
isto se encontra
Interrogado sobre a atitude de recusa de Medjugorje por
parte de certos bispos, apesar de
ser um fruto da graça para o mundo, e se também o último
documento do Vaticano dirigido ao bispo da Reunião é uma resposta
satisfatória (26 de Maio de 1998), ele respondeu: «A carta do Secretário
da Congregação para a Doutrina da Fé ( ver Eco 140) esclarece de
maneira amigável o que nos últimos anos sempre foi a posição oficial
da Igreja a respeito de Medjugorje, isto é, que a questão foi deixada
aberta consciente e responsavelmente... Não se nega nem se exclui que
os fenómenos possam ter carácter sobrenatural.
Certamente
que a Igreja não se exprimirá definitivamente enquanto os fenómenos
continuam sob forma de aparições ou de eventos similares, mas o dever
dos pastores é a de promover o que cresce, o que mostra frutos e protegê-los,
se necessário, também dos perigos que naturalmente se encontram em
todas as partes. Também em Lourdes é necessária esta preocupação,
para evitar que o dom original não seja sufocado por crescimentos
errados. E também Medjugorje não está imune. Portanto, seria
importante que também os bispos dediquem conscientemente as suas atenções
pastorais a Medjugorje, para que os frutos evidentes sejam protegidos de
crescimentos errados».
ECO 144 de Março de 1999
MONS,
FRANZISKUS EISENBACH,
BISPO
AUXILIAR DE MAINZ -
ALEMANHA...
...permaneceu
em Medjugorje e
«Estou
aqui como peregrino. Quero conhecer Medjugorje e rezar neste lugar.
Desde há anos que conheço e sigo os acontecimentos de Medjugorje e
desejava vir antes, mas esperei um sinal seguro para decidir-me a vir.
Agora fui explicitamente convidado e vim. A minha primeira impressão é
que a igreja continuamente cheia, em todas as Missas e especialmente na
Adoração, significa que muita gente compreendeu que este é um lugar
especial de oração. Conheço muitas pessoas que aqui renovaram a sua
própria fé e retomaram a oração. Agora, também eu pude experimentar
como Medjugorje pode ajudar
neste sentido. A segunda experiência, para mim muito importante, é que
Medjugorje não se ocupa unicamente na oração, mas também, que a oração
produza frutos para o homem, particularmente, ao homem
Foi
importante para mim ouvir falar da iniciativa «padrinhos-crianças»
isto é, acção de sustento a favor dos filhos dos defensores da Pátria
caídos, na qual participam muitas famílias alemãs, enviando
mensalmente um contributo em dinheiro para as famílias afectadas e seus
filhos. Este amor concreto aos necessitados demonstra-me que em
Medjugorje há um verdadeiro espírito de oração. O amor de Deus que
se revela na oração produz frutos que se reconhecem no cuidado ao
homem.
Certamente,
quis compreender melhor o fenómeno das aparições e, para tal procurei
encontrar, pelo menos, um dos que falam das suas experiências e afirmam
ver a Virgem. Encontrei uma das videntes, falei com ela e estive
presente na aparição. No primeiro encontro com Marija em sua casa,
encontrei-a a trabalhar no jardim calçada com botas de borracha. Ela é
uma pessoa perfeitamente normal, uma jovem com três filhos. Falando com
ela compreendi que é uma pessoa muito inteligente, sabe colocar as
perguntas e falar sobre as
suas próprias experiências; sabe diferenciar bem as coisas, sabe o que
é bom e o que não é. Convidou-me a participar na oração em sua
casa, quando se preparava
para o encontro com a Virgem, que decorre há mais de 18 anos. Rezámos
na capela da sua casa e aqui, para essa ocasião, juntou-se
muita gente. Rezámos o Rosário em várias línguas e esperámos
o momento da aparição. Marija dando-nos sinal de que se aproximava o
momento da aparição. interrompeu a oração que ela guiava,
permanecendo
Maria,
a Virgem, é venerada em Medjugorje como a Rainha da Paz. Este apelativo
e o que Ela pede deveria querer preparar o mundo para esta terrível
guerra. Dez anos depois da primeira aparição começou, na Croácia e Bósnia
e na Herzegovina, a guerra. Medjugorje é um lugar onde se reza
continuamente pela paz. A mensagem de Medjugorje para todo o mundo é
clara. Há que superar as guerras e os conflitos com a força do amor.
Tem-se a impressão que Medjugorje toca o homem na sua totalidade; no
coração, no espírito e na alma. As orações e os lugares de oração
aqui prendem o homem. Por isso, Medjugorje, nesse sentido, leva a
mensagem a toda a Igreja: permitir a Deus e à Virgem tocar na nossa
realidade humana e permitir a Maria doar-nos o Seu Amor, para
aprendermos ia amar com todo o coração. Posso também dizer que ninguém
deve ter medo de vir a Medjugorje, embora não tenha sido ainda
reconhecida oficialmente pela Igreja. Aqui reza-se de uma forma que muda
o homem. É por isso que a este lugar chega uma multidão de fiéis que
quer aprender a rezar. Eu desejo levar esta mensagem e esta experiência
para a Alemanha, porque nós, alemães, somos mais inclinados para o
racionalismo do que para o sentimento. Aqui há uma mensagem para todos
os homens, da qual temos necessidade.
ECO 150A de Abril de 2000
MONS. WALDEMAR CHAVES ARAÚJO.
BISPO DA DIOCESE DE S.JOÃO DE REI — BRASIL
De
Frei Slavko: Excelência, fale de si aos nossos leitores.
Mons.: Sou Monsenhor Waldemar Chaves Araújo, Bispo da Diocese de S. João
do Rei no Brasil. A situação
na minha Diocese é boa. Tenho boas relações com os meus sacerdotes,
religiosos e leigos e temos vários grupos de pessoas activas que operam
em vários níveis. Neste período organizamos, sobretudo, encontros nas
comunidades paroquiais, na Diocese e também a nível regional. Na minha
Diocese há cerca de 300.000 fiéis em 304 comunidades. Viemos em
peregrinação a este lugar dedicado à presença da Santíssima Virgem
Maria com um pequeno grupo. Rezamos juntos, meditamos e permanecemos
F.S.: Que sentiu quando ouviu falar
de Medjugorje a primeira vez e qual a sua experiência agora?
Mons.: Li relatos sobre as aparições de Medjugorje e sobretudo o que aqui
acontece, além disso tenho falado com pessoas que vêm aqui
F.S.: Tem uma mensagem particular
para os paroquianos, peregrinos
e todas as pessoas em geral?
Mons.: A minha mensagem para Medjugorje é uma mensagem de esperança. Quem
escolher uma verdadeira devoção por Maria e faz aquilo que Ela diz,
encontrará Jesus e Jesus dá esperança. Quem quer iniciar a vivência
dos Sacramentos como vi que aqui são vividos: as celebrações das
Missas, a Confissão, a Adoração e a oração, enche a própria vida
de esperança e de paz. Junto a Maria o nosso caminho é seguro. Aceitai
aquilo que Ela diz, Ela conhece o caminho,
conhece o Seu Filho e ajudará ao longo da nossa caminhada
até à Pátria Celeste. Deus vos abençoe. Eu rezo por vós.
Eco 152 de Julho de 2000