Nossa Senhora de Guadalupe não é somente invocada como protetora das Américas, mas também das vocações, das famílias e dos nascituros.
Todos os escritos narrados sobre as quatro aparições de Nossa Senhora
de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei
Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo índio
erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI. O que se divulga é
uma cópia publicada em Nahuatl por Luis Lasso de
As Aparições
Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos. Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan. No que diz respeito as coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.
Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele
estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua
tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia
amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos
de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e
parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso,
sobrepassava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de
outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para
si mesmo:
“Porventura,
sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde
estou? Será que estou agora em um paraíso terrestre de que os mais
velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?
”. Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:
«Juanito,
Juan Dieguito.»
Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobrehumana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro. Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:
«Juanito,
o mais humilde dos meus filhos, onde estás indo?»
Ele respondeu: “Minha
Senhora e Menina, eu tenho que chegar na Sua igreja no México,
Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos
sacerdotes, delegados de Nosso Senhor”.
Ela então lhe disse:
«Sabe
e entende, tu é o mais humilde dos meus filhos. Eu sou a Sempre Virgem
Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as
coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído
aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão,
socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os
habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e
confiam
Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse: “Minha Senhora, Eu estou indo cumprir Tua ordem, agora me despeço de Ti, Teu humilde servo”. Logo desceu para cumprir sua tarefa e foi em linha reta pela estrada, até a Cidade do México
Tendo
entrado na cidade, sem perder tempo, foi direto ao palácio do Bispo,
que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um
religioso Franciscano. Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado para
anunciá-lo. Esperou muito tempo. Quando entrou, se ajoelhou e disse ao
Bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo que havia
visto, escutado e admirado. Porém, após ouvir toda a conversa, o Bispo
incrédulo disse-lhe:
“Volte depois, meu filho e eu
lhe ouvirei com muito prazer. Eu examinarei tudo e pensarei no motivo
pelo qual você veio”.
Juan Diego saiu triste, porque sua mensagem não se realizou de forma
alguma.
Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se
com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha
aparecido. Vendo-A, prostrou-se diante Dela e disse: “Senhora,
a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde me mandaste
para levar Tua mensagem, como me havias instruído. Ele recebeu-me
benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu,
pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu
o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da
parte da Senhora". Entendo pelo seu modo de falar, que não
acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Teu desejo de
construção de um templo neste lugar para Ti. E que isso não é Tua
ordem. Por isso eu, encarecidamente Te peço, Senhora e minha Criança,
que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e
estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um
barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E Tu,
minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envias-me a um
lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoa o grande pesar e
aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo.”
A
Virgem Santíssima respondeu:
«Escuta, meu filho caçula,
deves entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu
posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu
quero que tu mesmo o faças. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e
com severidade Eu ordeno que voltes novamente amanhã ao Bispo. Tu vais
Juan Diego respondeu: “Senhora, minha Criança, não deixes que eu Te cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Tua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar Teu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se for, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Tua mensagem com a resposta do Bispo. Descansa neste meio tempo”. Ele, então, foi para sua casa.
No
dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi
direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em
seguida estar presente a tempo para ver o Bispo. Por volta das 10 horas,
estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter
dispersado, ele apressadamente se foi. Pontualmente, Juan Diego foi ao
palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E
novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente.
Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a
ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua
mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela
queria, fosse realizado. O Bispo para assegurar-se, fez várias
perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu
perfeitamente em detalhes ao Bispo. Apesar da precisa descrição de Sua
imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser
a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo,
o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não
atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então
acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu. Após
ouvir o Bispo, disse Juan Diego:
“Meu senhor, escuta! Qual
deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que
me enviou aqui”.
O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o
despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de
inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e
falava. E assim foi feito. Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles
que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac,
perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não
puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque
estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo. E o
que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar
Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a
resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe:
«Muito bem, meu querido
filhinho, retornarás aqui amanhã, então levarás ao Bispo o sinal por
ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não
mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabe, meu querido filhinho, Eu
te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu
favor. Vai agora. Espero por ti aqui amanhã.»
No
outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal
pelo qual então acreditariam, ele não pôde ir porque, ao chegar em
casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave.
Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado
de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao
amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo
e ouvi-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois
não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade.
Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia de sua casa ao
Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que
liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava
acostumado a passar, disse: “Se
eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar
e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos
fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio
certamente o espera.” Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma
que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas,
ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde
eles anteriormente se encontraram. Ela aproximou-se dele pelo outro lado
da montanha e disse:
«O que há, meu caçula?
Onde você esta indo?»
Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante dela e A saudou dizendo: “Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou te causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Teus servos está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Tua casa no México para chamar um de Teus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Tua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoa-me, sê paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível.”
Depois
de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu:
«Escuta-Me e entende bem,
meu caçula, nada deve te amedrontar ou te afligir. Não deixes teu coração
perturbado. Não temas esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia.
Eu não estou aqui? Quem é tua Mãe? Não estás debaixo de minha proteção?
Eu não sou tua saúde? Não estás feliz com o meu abraço? O que mais
podes querer? Não temas nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não
te aflijas por esta enfermidade de teu tio, por causa disso, ele não
morrerá agora. Tem a certeza de que ele já está curado.»
(E
então, seu tio foi curado, como mais tarde se soube.)
A imagem de Guadalupe
Quando Juan Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela lhe disse:
Sobe, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui e traze-as em minha presença.»
Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o
topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que
haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época,
deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragrantes e cobertas com
o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas. Imediatamente
ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O
topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de
flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas.
Ocasionalmente as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual
toda vegetação é destruída pelo frio. Ele voltou imediatamente e
entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu,
que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no
tilma, dizendo:
«Meu
caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao
Bispo. Tu irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que
deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de confiança.
Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo
desenroles o manto e descubras o que estás carregando. Tu contarás
tudo direito. Que Eu te ordenei a subir ao topo da montanha, e cortar
estas flores, e tudo que viste e admiraste, então, tu podes induzir ao
Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído
e erguido como Eu tenho pedido.»
Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragrância das variadas e belas flores.
No palácio do Bispo, os serventes tentaram ver o que Juan Diego carregava. Com cuidado, ele descobriu o manto que escondia e eles puderam ver algumas flores; ao verem que eram rosas fora de época, ficaram impressionados, ainda mais por verem-nas frescas, tão fragrantes e belas. Estenderam a mão para as rosas, mas, ao tentar pegá-las, elas pareciam pintadas ou estampadas ou costuradas no tecido. Ao relatarem esse fato ao Bispo, ele compreendeu que Juan Diego carregava a prova desejada.
Ao ser admitido na presença do Bispo, Juan Diego contou o que havia visto e feito, renovando a mensagem de Nossa Senhora que pedia a construção de uma igreja no monte das aparições. Então, desdobrou seu manto, onde estavam as rosas; quando elas caíram ao chão, apareceu subitamente o desenho da preciosa imagem de Nossa Senhora, como ela é vista até hoje no templo de Tepeyacac, chamada Nossa Senhora de Guadalupe.
A figura no manto é
cheia de sinais,
Entre palavras, imagens e símbolos.
Aqui destacamos apenas alguns:
* Nossa Senhora está diante de uma Luz Brilhante: os índios veneravam o deus sol. Ela está vestida de sol, o que mostra que Seu Deus é mais poderoso.
* Manto Azul: azul era sinal de realeza, virgindade e a cor que as deusas vestiam. As estrelas no manto estão como no céu da noite de 12 de dezembro de 1531. Os índios viviam sob as estrelas e aqui Ela as veste, mostrando que Seu Deus é mais poderoso que as estrelas.
* Cabeça curvada: na cultura indígena, os deuses e deusas olhavam diretamente nos olhos para mostrar seu poder e eram representados com olhos grandes. Maria, com Sua cabeça abaixada, mostra que não é um deus ou uma deusa, mas que há um poder maior acima dela.
* Lua: os índios veneravam Quetzalcoatl (serpente de pedra), representado por uma lua encrespada. Os pés de Maria estão firmemente apoiados sobre a lua, simbolizando que Ela está esmagando o deus deles.
* Coração nas costas da mão: o Coração Imaculado de Maria, como representamos, com chamas. Somente nas aparições de Guadalupe e Fátima esse sinal apareceu, o que mostra que são eventos relacionados.
* Chave entre as mãos postas: a oração é a chave para o Céu
Outros sinais representam: o Espírito Santo; Abraão; os Reis Davi e Salomão; o profeta Daniel; a maternidade de Maria; Maria, Mãe de Deus; Natividade de Jesus; apresentação do Menino Jesus no Templo; a Última Ceia; um rosto de duas caras: Judas e o demônio; agonia de Jesus no Horto; flagelação de Jesus; a Cruz; a Sagrada Face.
[ Fonte: http://www.Apparitions.org/guadalupe.html
Por que “Guadalupe”?
A origem do nome Guadalupe (um nome espanhol) nas aparições do México sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações têm sido dadas.
A razão mais provável é que o nome seja a passagem, do
nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua
aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego. Acredita-se
que Nossa Senhora tenha usado a palavra Azteca Nahuatl coatlaxopeuh —
que é pronunciado "quatlasupe" e soa extremamente parecido
com a palavra
Certamente, neste caso Nossa Senhora esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.
[ Fonte: http://www.sancta.org/moreninha.html ]
Análises da imagem de Guadalupe
Em primeiro lugar, chamou a atenção dos peritos a singular conservação do rude tecido da tilma (avental) de Juan Diego. Durante séculos, esteve exposto, sem maiores cuidados, aos rigores do calor, da poeira e da umidade, e mesmo assim sua tessitura não se desfibrou, nem tampouco se lhe desvaneceu a admirável policromia.
A matéria sobre a qual a imagem foi estampada é tecido confeccionado com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe por putrefação aos 20 anos, aproximadamente. Em contraposição, o avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor e, por motivos inexplicáveis, é imune à umidade e à poeira.
Atribuiu-se essa virtude ao tipo de pintura que cobre o pano, a qual poderia atuar como matéria protetora. Em conseqüência, foi enviada uma amostra para ser analisada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, cuja resposta deixou perplexos os consultantes. Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal, afirmou o pesquisador.
Pensou-se, então, que a tela estivesse tratada por um procedimento especial. Mas de que consistência seria essa preparação da tela para que a pintura pudesse aderir e se conservar incólume sobre matéria tão frágil e perecível como é o ayate?
Mais: confiaram a dois estudiosos norte-americanos — o doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College — a tarefa de submeter a imagem à análise fotográfica com raios infravermelhos. As suas conclusões foram as seguintes:
1ª.) o ayate — tela rala de fio de magüey — não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos, que os corantes impregnem fibra tão inadequada e nela se conservem.
2ª.) não há esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações.
3ª.) não há pinceladas. A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irrepetível.
[
Fonte: "Católicos Perguntam" - Estêvão Tavares Bettencourt,
OSB — Ed. "O Mensageiro de Santo Antônio", 1997 ]
Mistérios nos olhos de Maria
Em 1929, Alfonso Marcue, fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, teve a impressão de ver a imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem. Depois de várias análises de sua fotografia em preto e branco, ele não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Ele foi orientado para manter completo silêncio a respeito do descobrimento. Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, José Carlos Salinas-Chavez examinou uma boa fotografia da face e redescobriu a imagem que parece claramente ser um homem de barba refletido no olho direito da Virgem, localizando-o também no olho esquerdo.
Desde então, várias pessoas tiveram a oportunidade de analisar mais de perto os olhos da Virgem na tilma. O primeiro relatório dos olhos da imagem, emitido por um médico, certifica a presença de uma tripla reflexão (efeito Samson-Purkinje), característica de todo olho humano vivo; o resultado diz que as imagens estão localizadas exatamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens combina com a curvatura da córnea. No mesmo ano, outro oftamologista examinou os olhos da imagem com um oftamoscópio em grande detalhe. Ele observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.
[ Fonte: http://www.sancta.org/moreninha.html ]
O oftalmologista Torija Lauvoignet examinou com um oftalmoscópio de alta potência a pupila da imagem e observou, maravilhado, que na íris se via refletida uma mínima figura que parecia o busto de um homem. E este foi o antecedente imediato para promover a investigação mais profunda, ou seja, a "digitalização" dos olhos da Virgem de Guadalupe, que pode ser assim descrita:
Sabemos que na córnea do olho humano se reflete o que a pessoa está vendo no momento. O doutor Aste Tonsmann fez fotografar (sem que ele estivesse presente) os olhos de uma filha sua e, utilizando o procedimento denominado "processo de digitalizar imagens", pôde, sem mais, averiguar tudo quanto via sua filha no momento de ser fotografada.
Este mesmo cientista, cuja profissão era a de captar as
imagens da Terra transmitidas do espaço pelos satélites artificiais,
"digitalizou", no ano de
Ora, os pormenores que se observaram na íris da imagem são:
um índio no ato de desdobrar sua tilma perante um franciscano; o próprio
franciscano, em cujo rosto se vê escorrer uma lágrima; uma pessoa
muito jovem, tendo a mão sobre a barba com ar de consternação; um índio
com o torso desnudo, em atitude quase orante; uma mulher de cabelo
crespo, provavelmente uma negra, serviçal do bispo; um varão, uma
mulher e umas crianças com a cabeça meio raspada; e mais outros
religiosos vestidos com hábito franciscano. Isto é... o mesmo episódio
relatado em náhualt por um anônimo escrito indígena na primeira
metade do século XVI e editado em náhualt e em espanhol por Lasso de
Foram feitos também estudos iconográficos para comparar estas figuras com os retratos conhecidos do arcebispo Zumárraga e de pessoas do seu tempo ou do lugar. O que é radicalmente impossível, é que num espaço tão pequeno como a córnea de um olho, situada numa imagem de tamanho aproximado ao natural, um miniaturista tenha podido pintar aquilo que foi necessário ampliar duas mil vezes para que pudesse ser percebido.
Todo fiel católico sabe que a Igreja não impõe à fé dos cristãos alguma revelação particular, mas deixa a critério de cada um aceitar ou não as respectivas narrações. Ora as que se referem a Nossa Senhora de Guadalupe têm forte cunho de verossimilhança, dados os estudos científicos que acabamos de mencionar.
Deus seja louvado pelos sinais que Se digna de dar aos homens, para manifestar a Sua presença e providência no mundo conturbado em que vivemos!
[
Fonte: "Católicos Perguntam" - Estêvão Tavares Bettencourt,
OSB — Ed. "O Mensageiro de Santo Antônio", 1997 ]
A família na pupila dos olhos de Maria
Talvez um dos aspectos mais fascinantes é que Nossa Senhora não só nos deixou sua imagem impressa como prova de sua aparição, mas também mensagens que permaneceram escondidas em seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobri-las — e em um tempo em que fossem mais necessárias. Este seria o caso da imagem de uma família, presente no centro dos olhos da Virgem, justamente quando a Família se encontra precisamente ante sérios ataques, em nossos dias.
A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se costumava no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro de sua visão.
[ Fonte: http://www.sancta.org/moreninha.html ]
Lágrimas
A
Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Guadalupe verteu lágrimas de óleo
em 1994.
Protetora dos Nascituros
Durante sua guerra contra a vida humana, a antiga serpente nunca se satisfez com o extermínio causado pelas contínuas guerras e violências promovidas por ela neste mundo. Ela sempre pediu rituais de morte, vidas humanas inocentes sacrificadas a seus disfarces ao longo da história.
Lemos no Livro do Levítico como o Senhor diz a Moisés sobre o sério crime e a extrema punição de se oferecer os filhos a Moloc, referindo-se ao costume cananeu de sacrificar crianças ao deus Moloc. As pequenas vítimas eram primeiro mortas [decapitadas] e então cremadas (Veja Levítico 20,1-5 e 18,21).
Nas Américas, há cinco séculos atrás, os rituais mais cruéis de sacrifício humano, registrados pela história, eram feitos pelo império Azteca. Entre 20.000 e 50.000 eram sacrificados por ano. Os rituais incluíam o canibalismo dos órgãos das vítimas. A maioria eram cativos ou escravos,e além de homens eles incluíam mulheres e crianças. O antigo historiador mexicano Ixtlilxochitl fez uma estimativa de que uma de cada cinco crianças no México era sacrificada. O clímax destes rituais de morte foi em 1487 para a dedicação do novo templo de Huitzilopochtli, ricamente decorado com serpentes, em Tenochtitlan (hoje Cidade do México), quando em uma única cerimônia, que durou quatro dias e quatro noites, com o constante soar de gigantescos tambores de pele de cobra, o soberano e adorador do demônio Azteca, Tlacaellel, presidiu o sacrifício de mais de 80.000 homens. Nossa Senhora de Guadalupe esmagou esta serpente em 1531.
Hoje, a antiga Serpente certamente conseguiu outra obra-prima de seus rituais de sangue contra a vida humana. Milhões de crianças não nascidas são mortas todos os anos ao redor do mundo, em procedimentos que em alguns países são não apenas legais mas também oficialmente apoiadas e financiadas por seus governos. Em muitos casos, os procedimentos seguem as mesmas regras dos sacrifícios ao deus Moloc: a morte e cremação das criancinhas. A Mulher vestida de sol, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, esmagará esta serpente mais uma vez.
[ Fonte: http://www.sancta.org/moreninha.html
]
Novena e orações
Novena em honra de Nossa Senhora de Guadalupe
Primeiro Dia
. . .Querida Senhora de Guadalupe, Mãe
de santidade, ensinai-me Vossa doçura e força. Ouvi minha humilde
prece oferecida com cordial confiança para pedir esta graça...
Pai Nosso, Ave Maria, Glória
Segundo Dia
. . .Ó Maria, concebida sem pecado,
venho ao Vosso trono da graça para compartilhar da fervorosa devoção
de Vossos fiéis filhos mexicanos que Vos invocam sob o glorioso título
Azteca de Guadalupe. Concedei-me uma viva fé para realizar sempre a
santa vontade de Vosso Filho: seja feita Sua vontade assim na terra como
no céu.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Terceiro Dia
. . .Ó Maria, cujo Coração Imaculado
foi ferido por sete espadas de dor, ajudai-me a caminhar corajosamente
entre os agudos espinhos que cobrem meu caminho. Concedei-me a força de
ser um verdadeiro imitador Vosso. Isto eu Vos peço, minha querida Mãe.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Quarto Dia
. . .Querida Mãe de Guadalupe, eu Vos
peço uma fortalecida vontade de imitar a caridade de Vosso divino
Filho, de sempre procurar o bem para os necessitados. Humildemente Vos
peço que isto me alcanceis.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Quinto Dia
. . .Ó Mãe Santíssima, eu Vos peço
que me alcanceis o perdão de todos os meus pecados, abundantes graças
para servir Vosso Filho mais fielmente deste momento em diante, e
finalmente, a graça de louvá-lO Convosco para sempre no céu.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Sexto Dia
. . .Maria, Mãe das vocações,
multiplicai as vocações sacerdotais e enchei a terra com casas
religiosas que serão luz e calor para o mundo, segurança nas noites
tempestuosas. Pedi a Vosso Filho que nos envie muitos sacerdotes e
religiosos. Isto Vos pedimos, ó Mãe.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Sétimo Dia
. . .Ó Senhora de Guadalupe,
pedimo-Vos que os pais vivam uma santa vida e eduquem seus filhos de
maneira cristã; que os filhos obedeçam e sigam as orientações de
seus pais; que todos os membros das famílias rezem e adorem juntos.
Isto Vos pedimos, ó Mãe.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Oitavo Dia
. . .Com meu coração repleto da mais
sincera veneração, eu me prostro diante de Vós, ó
Mãe, para Vos pedir que me alcanceis a graça de cumprir os deveres de
meu estado de vida com fidelidade e constância.
Pai Nosso,
Ave Maria, Glória
Nono Dia
. . .Ó Deus, foi agradável a Vós
derramar sobre nós incessantes graças, colocando-nos sob a especial
proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria. Concedei-nos, a Vossos
humildes servos, que se rejubilam em honrá-lA hoje sobre a terra, a
felicidade de vê-lA face a face no céu.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória
Uma Oração pelas Vítimas de Aborto
. . .Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho através do Espírito Santo. Sois a Mulher vestida de sol que dá à luz a Cristo enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar vorazmente Vosso Filho. Assim também Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, massacrando para isso tantas crianças inocentes. Assim faz hoje o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo.
. . .Mãe dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós pelo Dom que Vos
deu
. . .Ó Auxílio dos Cristãos, pedimo-Vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres. Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto. Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada!
. . .Mãe Santíssima, rogamos a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no Céu. Rogamos também a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todos os abortistas e todos os que apóiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador. Defendei todos os Vossos filhos na batalha contra Satanás e todos os espíritos malignos nestas trevas atuais.
. . .Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam batizadas e salvas. Pedimo-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos.
. . .Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso. Que ele ponha um fim ao mal. Que ele transforme as consciências. Que Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele para todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade.
. . .Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações!
. . .Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai
por nós!
Oração de João Paulo II
a Nossa Senhora de Guadalupe
. . .Ó Virgem Imaculada, Mãe do Deus Verdadeiro e Mãe da Igreja!, que deste lugar revelastes Vossa clemência e Vossa piedade a todos os que pedem por Vossa proteção, ouvi a oração que Vos dirigimos com filial confiança, e apresentai-a ao Vosso Filho Jesus, nosso único Redentor.
. . .Mãe de Misericórdia, Mestra do sacrifício oculto e
silencioso, a Vós, que viestes a nós pecadores, dedicamos neste dia
todos o nosso ser e todo nosso amor. Também dedicamos a Vós nossa
vida, nosso trabalho, nossas alegrias, enfermidades e tristezas.
Concedei-nos paz, justiça e prosperidade a nossos povos; pois confiamos
a Vosso cuidado tudo o que temos e tudo o que somos, nossa Senhora e Mãe.
Desejamos ser inteiramente Vossos e caminhar Convosco pelo caminho da
completa fidelidade a Jesus Cristo
. . .Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, a Vós rezamos por todos os Bispos, para que consigam levar os fiéis ao longo dos caminhos da intensa vida cristã, do amor e humilde serviço a Deus e às almas. Contemplai esta imensa messe, e intercedei junto ao Senhor para que Ele desperte a fome pela santidade em todo o povo de Deus, e grandes e abundantes vocações de sacerdotes e religiosos, fortes na fé e zelosos dispensadores dos mistérios Divinos.
. . .Concedei a nossos lares a graça do amor e do respeito à vida desde seu início, com o mesmo amor com o qual concebestes em Vosso ventre a vida do Filho de Deus. Bem-Aventurada Virgem Maria, protegei nossas famílias, para que sejam sempre unidas e abençoai a educação de nossos filhos.
. . .Nossa esperança, olhai sobre nós com compaixão, ensinai-nos a ir continuamente a Jesus e, se cairmos, ajudai-nos a levantarmos novamente, para retornar a Ele, por meio da confissão de nossas faltas e pecados, no Sacramento da Penitência, que concede paz à alma.
. . .Nós Vos pedimos que nos alcanceis um grande amor a todos os Santos Sacramentos, que são, como foram, os sinais que Vosso Filho nos deixou na terra.
. . .Assim, Santíssima Mãe, com a paz de Deus em nossas consciências, com nossos corações libertos do mal e do ódio, seremos capazes de levar a todos a verdadeira alegria e a verdadeira paz, que vem a nós de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que com Deus Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos.
. . .Amém.
Sua
Santidade João Paulo II
México, janeiro de 1979.
(em visita à Basílica de Guadalupe na sua
primeira viagem ao exterior como Papa)
[ Fonte: http://www.sancta.org/moreninha.html ]
